Mesquinhez

 

Se tem uma coisa que a internet fez de bom, foi a disseminação da informação.

Minha mãe sempre gostou de glacê. Sabe aquele tipo de pessoa que se pudesse, deixaria a massa e o recheio de lado e partiria direto para o glacê? Então, é ela!

Mas minha mãe nunca soube como fazer essa delícia.

Tenho uma vizinha metida a boleira. Lá pelos anos 90, minha mãe decidiu perguntar à essa vizinha como fazia o glacê simples.

Não sei por qual razão, a vizinha passou uma receita totalmente maluca à ela. Banha de porco, clara de ovo e açúcar.

Pois minha mãe saiu de casa, caminhou em nossa rua de terra, andou uma bocado até achar um mercado que tivesse os ingredientes e voltou para casa toda lampeira. Me dizia:

-Vou fazer glacê e comer uma montão sozinha! Vou matar minha vontade!

Tadinha! Quando se pôs a fazer a receita, viu que deu tudo errado.

Por mais que batesse aquela mistura louca em sua batedeira de bolo, nada dava certo.

Ela ficou tão triste e decepcionada olhando a vasilha, me mostrou o resultado: Pedaços de banha mergulhados na clara de ovo, que nem sequer conseguiu virar suspiro.

***

Minha tia também deu uma receita errada para minha mãe.

Sabe aquele doce goiabinha? Ela quis fazer, pois sabia que gostava.

Pois,  ela pegou a receita dada e se pôs a fazer.

Confesso que achei estranho colocar apenas uma colher de açúcar numa mistura de um quilo de farinha de trigo. Mas estava na receita, né?

Fizemos a massa, cortamos a goiabada, alisamos a massa, enrolamos um por um e assamos. Ufa!

Saiu uma fornada de docinhos impossíveis de comer.

A massa inchou, endureceu, tinha gosto de fermento, a goiabada derreteu e se fundiu na massa. Um horror!

***

Nunca entendi a alegria de uma pessoa em passar uma receita ou informação errada.

Poxa, será que a pessoa não pensa que a outra vai gastar tempo e dinheiro com algo que não vai dar certo? Que alegria maldosa em saber que se enganou alguém, né?

Se não for mesquinhez ou maldade, não sei o que seria.

Será que é medo de a pessoa fazer o certo? Usar a informação e lucrar com isso?

O que a pessoa ganha sendo má? Pra mim… apenas desconfiança.

Mas como disse no início do texto, a internet foi uma mão na roda para quem quer uma informação ou receita correta e não precisa mais ficar refém da “des-informação” de gente mesquinha.

Não voltamos a fazer os doces que disse acima (por trauma talvez), mas já fizemos muitas outras coisas.

Graças a Deus pelas informações corretas da internet!

Fonte da imagem:

 

 

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Redes sociais

Hoje é um dia daqueles!

Fui acordada por uns barulhos de fora da minha casa, o cachorro da vizinha, os passarinhos pedindo pão, carros passando, buzinas apitando etc.

Pego o celular e já percebo o quão deprimente é  minha vida.

No Facebook  todo mundo parece mais legal e divertido em um post, do que eu em minha vida toda.

As notícias que aparecem na timeline não me interessam nem um pouco.

Pensei em ir até a garagem e tomar sol, mas hoje está chovendo…

Abri meu LinkedIn e me senti pior…

Aparentemente todo mundo subiu de cargo.

Vejo o perfil de um cara, que se recusou a enviar meu currículo para o RH da empresa em que ele trabalha. Me lembrei da moça que me indicou  à uma vaga, mas eu não passei na entrevista.

Senti tanta vergonha que nunca mais falei com ela.

Abri o Instagram e as fotos me mostraram o quanto estou triste, pobre, gorda e estagnada.

Não tenho capacidade de ser uma instagrammer famosa. Não tenho nada legal pra mostrar.

Pensei em abrir o Netflix, já fiquei chateada, porque não tenho mais dinheiro para pagar e terei de cancelar.

Ainda é  cedo, estão todos dormindo.

Resolvo ficar na cama mesmo.

Pelo menos dormir é  gratuito, mas o telefone toca insistentemente… É só  mais alguém que não será atendido…pelo menos não hoje…

 

Imagem retirada do Pinterest

TOC

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Transtorno Obsessivo Compulsivo. Eu sinceramente nunca achei que tivesse isso até meu psiquiatra percebesse minha rotina repetitiva.
Eu achava que havia alguma coisa muito estranha comigo, só não sabia explicar.

Era cansativo acordar todos os dias e seguir uma sequência que só eu entendia.
Passava horas pensando na roupa que usaria no dia seguinte, e mesmo quando decidia, voltava a pensar tudo de novo,  acordava no mínimo cinco vezes durante a noite para ter certeza de que não estava perdendo a hora.
Ao acordar eu tinha que tomar o café da manhã e só então tomava banho. Mas esse também precisaca ter sua sequência: lavar o cabelo com shampoo duas vezes, passar o hidratante,  prender o cabelo, esfregar o corpo todo com a bucha e esfoliante, a partir do braço esquerdo,  enxaguar o cabelo, me enxaguar totalmente,  esfregar novamente a bucha com o sabonete, enxaguar,   passar o sabonete em todo o corpo  pela última vez e me enxaguar por fim. Ufa!
Isso não significava que eu estava pronta. O fim do banho de uma hora de duração era apenas a metade do “percurso”.
Me secava, passava hidratante pelo corpo todo,  o desodorante, saia do banheiro.
Em frente ao espelho do quarto fazia escova no cabelo, o que me custava uns quarenta minutos,  mais vinte minutos para passar a chapinha em cada mechinha do cabelo.
Me vestia. Por fim escovava os dentes por mais vinte minutos,  passava uma maquiagem completa por mais quinze, (com direito a primer, base, pó, sombra, blush, rímel etc).
Passava perfume, colocava os acessórios (brinco, anel, relógio…).
E estava pronta para ir.
Acha que eu estava indo para uma festa?
NÃÃÃO!
Estava indo para o trabalho ou qualquer outro lugar (geralmente chegava com uma hora de atraso).
Esse é meu ritual desde a infância,  e que piorou muuuito há cerca de 10 anos.
Tamanho medo que eu tenho de que riam do meu rosto, cabelo etc. Eu nunca quis ficar “bonita”, bastava passar despercebida pelo olhar das pessoas.
Acho que trabalhar nos últimos anos com uma “colega” que criticava insistentemente e diariamente minhas roupas, maquiagem,  cabelo, jeito de falar e forma de pensar, agravou a situação.
Passei a gastar mais de três horas me arrumando para ter coragem de sair de casa,  mesmo que eu fosse apenas à padaria da esquina, além de sentir tremores fortes nas mãos e pernas o que dificultava tudo.
O outro lado do TOC é o medo paralisador.
Nesses tempos em que estou de licença médica, sinto medo de sair de casa, justamente pelo medo maior de passar humilhação pública, e pelo cansasso que esse processo de arrumação me causa.
No entanto,  se antes eu saia com medo mesmo, hoje eu evito a todo custo sair porta à fora.
Sinto que estou com o espaço de movimentação limitado aos cômodos da casa e à proteção dos meus familiares.
De acordo com o Google, estou à 550 em casa.
Hoje estou sem forças para lutar…
Sei lá.

Usos e costumes

liberdade

O mal de ter feito parte de uma igreja rígida sobre usos e costumes por tanto tempo e depois ter uma visão diferente sobre o evangelho de Cristo, é que você sente que perdeu sua adolescência sendo uma pessoa estranha, a fim de agradar alguém que não é Deus.

Posso dizer por mim, passei dos 15 aos 21 anos em duas igrejas que consideravam que mulheres deveriam ter cabelos cumpridos, usarem saia, não usar maquiagem, nem qualquer joia/bijuteria como “a vontade de Deus”. Também era proibido que mulheres subissem no púlpito e pregassem, pois consideravam que mulheres eram impuras.

Também diziam que se os membros faltassem  em algum culto e Jesus voltasse, essa pessoa ficaria no mundo, e sofreria durante a grande tribulação.

Qualquer pessoa que saísse da igreja, para ser membro de alguma outra, já era considerado desviado, afinal, a igreja era meio separatista e não via com bons olhos a saída das pessoas.

O próprio pastor dizia ser pecado assistir TV e tomar Coca-cola, pois isso “afastaria” a presença do Espírito Santo da pessoa.

Hoje, pesquisando na internet achei a foto da filha do tal pastor. Em suas fotos, ela agia como qualquer adolescente normal. Dei graças a Deus por ela não viver sob a opressão demoníaca que seu pai colocava sobre as adolescentes da minha época.

Mas também fiquei triste por notar que perdi minha adolescência toda, seguindo regras idiotas.

Me lembro de uma vez, em que esse pastor chamou uma moça que nos visitava, à frente (ela era filha de um outro pastor) e disse que Deus tinha escolhido para ela, um homem para se casar. Que os dois iriam fazer a obra de Deus juntos. E que ela deveria olhar bem as outras adolescente da igreja porque dentre todas, só ela iria se casar.

Outra vez, ele chamou duas primas à frente para dizer que se algum rapaz as pedisse em namoro, que elas deveriam colocar a mão na cabeça do rapaz e expulsar, pois isso seria o demônio falando através dele.

Cara, ao mesmo tempo que eu via isso e me indignava, via no púlpito um presbítero pregando, e lá na nave da igreja, sua esposa e sua amante; via obreiros que trancavam suas esposas em casa, outros que as espancavam, por mero ciúme, a sobrinha do tal pastor sendo cortejada pelos rapazes da igreja, pois como ela cantava, seria uma trampolim pra a ascensão clerical.

O que dizer daqueles que pegavam emprestado e não devolviam e dos que não queria trabalhar, mas viver às custas dos dízimos e ofertas alheios.

Note, que em momento algum eu mencionei Jesus Cristo no meio dessa palhaçada toda, pois de fato, ele não estava no meio disso.

É claro que existiam alguns poucos com o coração voltado à Jesus lá dentro e que não se deixavam contaminar com tamanha podridão.

Me lembro que numa festa de ano novo, feito na casa de uma família da igreja, eu comecei a conversar com uma senhora sobre a bíblia e sobre os usos e costumes. Disse que não era errado usar calça, já que existem modelagens masculinas e femininas e até Jesus disse que o corpo é mais importante do que a roupa, e que ele não estava preocupado com panos, mas que ela deveria respeitar o dress code de cada lugar, assim, se vestindo de acordo com cada a ocasião, ela nunca faria feio.

Quando olhei ao meu redor, metade da festa havia parado para ouvir nossa conversa e a festa ficou meio vazia.

O pastor ouviu nossa conversa e dispersou a turma.

Notei a partir dali, que o pastor se sentiu ameaçado por mim e nunca mais me deu oportunidade para dizer qualquer coisa na igreja.

Mas gota d’agua, foi analisar o livro-caixa. As contas não batiam.

Visitei outra igreja com meu irmão e naquele dia, um pastor pregou algo que foi decisivo para mim: “Se você não está contente onde está, saia de lá. Deus quer te libertar dessa gente”.

Na mesma semana me desliguei daquela igreja.

A partir daí comecei a realmente conhecer o evangelho libertador de Jesus Cristo.

Não digo que tenha sido fácil, me sentia oprimida pelas palavras de condenação que passei anos ouvindo, às vezes achava que estava desviada, por não estar mais lá. Sentia medo, chorava, mas com o tempo fui sentindo paz e tranquilidade. Quem me viu depois, disse que eu parecia mais nova, que meu semblante mudara. De fato, eu estava mais leve, sem o peso da religiosidade.

Não tenho mais notícias sobre as pessoas de lá. Espero que hoje elas estejam livres também.

Porque nenhum uso e costume vai acrescentar ou diminuir qualquer coisa que seja à nossa salvação, pois quando Jesus Cristo morreu na cruz e ressuscitou, fez tudo o que era necessário para nos limpar de qualquer tipo de imundície, pecado ou etc.

Não há absolutamente nada que podemos fazer para ajudá-lo nessa obra (que já foi feita), então cortar ou não o cabelo, usar roupa X ou Y, usar maquiagem ou não, são coisas que vão ficar aqui quando partirmos e nada disso importa, nada mesmo.

Fonte da imagem:

http:// hostmedia.mensagenscurtas .com/wp/wp-content/uploads/maior-liberdade .jpg

Os números de 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Muitíssimo obrigada à todos meus leitores

Dedico essa vitória à vocês, seu lindos! 😀

Aqui está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 8.400 vezes em Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 3 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

Notas rapidinhas e enquete

Olá pessoa!

Foi bem de Natal?

O meu foi em casa assistindo um documentário qualquer desses e irritada com o barulho dos vizinhos.

…………..

Eu sei que meus textos tem ficado cada vez mais escassos, mas faltam palavras para me expressar, na maioria das vezes.

Eu que continuo gastando meu tempo conversando com desconhecidos pela internet, finalmente achei dois ou três, que são legais de bater papo por horas e horas a fio.

O grande problema são “os outros”, agora mesmo conversei com um tecladista da Assembléia de Deus do Brás, que queria meu Whatsapp.

Eu até passei para saber o que iria acontecer, assim que disse oi, ele disse que queria fazer uma ligação para mim, como eu disse que seria possível conversarmos por voz no próprio aplicativo, ele achou que eu o chamei de burro, me deus uns três esporros e só não me xingou porque eu não dei tempo pra isso, o bloqueando e deletando imediatamente.

Notei uma machismo aí, afinal, o cara se sentiu rejeitado e quis destilar toda sua violência contra mim. Realmente eu  não sou obrigada a aguentar esses lunáticos.

…………..

Falando com essa gente, eu pude comprovar que não só os homens de T.I. não gostam de banho, mas alguns esportistas também.

Recebi um videozinho de um desses caras me dizendo: “Eeeeei, tomei um banho, estava precisando!”.

Bem pelo menos naquele dia ele tomou um banho, né?

Só Deus sabe quando será o próximo!

………….

estou pensando em fazer um vlog, contando essas coisas que escrevo aqui. O que você acha?

Por gentileza, me dê sua opinião respondendo a enquete abaixo.

Seu feedback é muito importante.

 

Notivagos e boçais

Insonia

Eu sei que faz tempo que não posto alguma coisa.

Não sei se ando meio sem assunto ou sem vontade, mas esses dias me aconteceu algo que queria compartilhar aqui com vocês.

Tirando um colega que me deu um teclado novinho (agora meus pais podem usar o computador sem dificuldades para digitar) e alguns poucos que até comentam aqui, como o Big Bang, a maioria dos caras que conheço só me olham como alguém que pode ser usada como uma muleta emocional. Estou cansada disso!

Não sei se já contei aqui, de um conhecido que, do nada, veio falar comigo via chat, numa certa madrugada, querendo saber se eu ainda estava solteira, se estava trabalhando e etc.

Foi uma conversa normal, até o cara dizer que: a namorada o tinha deixado há uma semana, que não tinha mais dado certo, e então lembrou de mim; me achava bonita quando trabalhávamos juntos e queria ir ao motel, mas que não daria naquele momento, por serem 2 da manhã, mas que queria ir na tarde seguinte.

Eu hein, esses caras pensam que por eu ter alguns problemas de insônia estraria disponível para fazer sexo com eles?

Qual é a relação de uma coisa com a outra?

Engraçado que no perfil do Facebook o cara tinha deixado o status como namorando e tinha várias fotos beijando a moça, declarações de amor e pasmem! Uma semana depois nasceu a filha deles, e lá estavam várias fotos do casal feliz.

Se não bastasse isso, dois dias atrás, um colega online veio com o mesmo papo, que queria me ver, que queria meu endereço, que precisava me ver naquela noite, porque tinha lembrado de mim.

Meus contatos online, permanecem online, é o que digo sempre,(vocês já devem ter lido o que aconteceu  quando me aventurei a conhecer algumas peças raras, argh!).

Como eu saio dessas situações?

Digo que não é possível, que vou  dormir, se insistem eu despejo toda minha baixa autoestima sobre eles, e cinco minutos depois, eles mesmo  decidem dizer tchau.

E nunca mais voltam a falar comigo.

Não é triste que as pessoas só lembrem de mim quando tomam um pé na bunda?

Seria pedir demais que alguém simplesmente gostasse de mim e não me visse como mais uma opção teoricamente fácil, por nunca ter namorado?

Uma vez me perguntaram se eu era muito exigente.

Talvez eu seja exigente demais querendo alguém que goste de mim simplesmente por gostar, que tenha interesse em ler meu blog (pois faz parte da minha vida),  acho que é realmente “pedir demais” para esses boçais.

Fui.

Fonte da imagem:

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